Hoje, mandei-te uma mensagem ao meio do dia, algo super contra natura para nós, simplesmente porque queria dizer-te que tenho saudades tuas, que quero sentir o teu abraço, o teu beijo e que gosto de ti. Não muito, nem imenso. Apenas gosto de ti. Mas a minha consciência travou-me e decidi dizer que enviei a mensagem "porque sim, porque me apeteceu".
Na verdade, queria dizer que as saudades começam a ser demasiadas e que nem imagino como será que me vou aguentar quando não estiveres por cá, à distância de um telefonema. Mas disse que enviei a mensagem só porque me apeteceu.
Os meus dedos mexiam-se rapidamente ao escrever a mensagem e sentia o ânimo a voltar ao meu peito, porque só de pensar em dizer-te aquelas palavras a minha existência sente-se mais completa. Travei o que o meu coração queria dizer porque a minha cabeça gritou-me "A sério? Vais mesmo dizer-lhe isso?".
Eu queria mesmo era ter-te dito "Enviei esta mensagem porque me apeteceu dizer-te que gosto de ti e que sinto a tua falta. Como é que não arranjámos tempo para estar juntos? E pronto, está dito. Bom estudo.".
Pareceu-me demasiado. Agora, ao ler o que acabei de escrever, sinto-me ridícula. Porque não arriscar e mostrar que sinto a tua falta e que vou sentir a tua falta apesar de ambos sabermos que vamos ficar bem, juntos ou separados? Porque não arriscar com uma mera mensagem de telemóvel e mostrar-te que afinal és tu que não me deixa dormir, estudar ou fazer o que for? Porque não mostrar que é cedo mas já és tanto?
Porque é cedo. Porque mostrar o que sinto e depois não dar certo, abre o meu coração a mais umas dorzinhas. Porque mostrar afectos espontaneamente mostra o quanto penso em ti. Porque por mais que eu diga a mim mesma "Eu vou ficar bem.", eu sei que vou ficar destroçada quando nada der certo, tu não estiveres por perto e eu me vir rodeada do mesmo de sempre, com a consciência de que foi mais um episódio do drama apaixonado da minha existência que acaba uma aventura, em vez de dar início a muitas mais contigo.
Deve ser por isso.
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