Expôs o seu coração a todos os julgamentos. Os mais cruéis, os mais implacáveis, aos risos, às piadas, ao sarcasmo. Expôs a sua alma. Demasiadas vezes pelo mesmo amor. Tem dúvidas se lhe deve chamar amor, se lhe deve chamar paixão ou apenas uma utopia tão sonhada. Mas o que quer que lhe chamasse nunca seria correspondido. Poderia acordar e dizer que a situação não era boa para si, ou simplesmente afastar-se e encontrar novas situações, novos desejos, novos anseios. Mas não. Nunca o conseguiu. A sua sombra estava sempre sobre ela. Os seus sentidos estavam protegidos contra tudo o que fosse novo. Ela não veria nada viável à sua continuação, à sua sobrevivência.
Quando as sombras rodeavam o seu coração e tentava por tudo aquecê-la ela sucumbia às sombras frias que por qualquer magia lhe pareciam quentes, ardentes, insuportavelmente familiares e essenciais. Sem perceber passou eternidades hipnotizada pelas labaredas que não passavam de pedaços de gelo que queimavam sem aquecer. Nunca iria suportar quebrar todos os pedaços de gelo à sua volta. Mas derretia algumas partes para que não padecesse de um vazio demasiado notável.
Mesmo revelando todas as suas feridas, os seus sentimentos, os seus pesares aos pedaços de gelo que a impediam de ver tudo o que a rodeava, a resposta fora sempre e sempre incompleta, insuficiente aos seus desejos.
Sinto-me a quebrar por dentro. Mas se não o deixar para trás, o que vai ser de mim?
"If I crying out don't listen to it,
It's only my heart"
amiga... tambem me sinto despedaçada... a minha vida tambem mudou radicalmente... e por vezes é complicado... enfim... também sigo de coração quebrado... mas temos de seguir, ne? beijoca grande
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