As saudades que tenho de estar de férias. Sem nada marcado, sem obrigações sem sentido, sem aulas, sem compromissos. As saudades que eu tenho das sessões mudas entre um grupo de pessoas e a paz do momento. Cada vez que penso na tranquilidade interna que tinha há um súbito ataque de pânico no meu peito, esqueço-me de respirar e a minha vida perde o sentido do sorriso que faço por manter.
As saudades dos momentos de paz, tranquilidade, serenidade interna faz-me repensar o estilo de vida, as opções e consequentemente tenho uma "storm cloud" gritante de ideias difícil de calar. Muitas ruas e avenidas, muitas opções e direcções, pessoas e lugares. E pior do que decidir, fazer e falhar é esta indecisão que deixa com uma pressão imensamente irritante. Sabes sempre o que tens de fazer mas dificilmente o fazes de imediato.
Há mil direcções e posso tomar qualquer uma delas. Há uma necessidade de fuga que me tem invadido de forma constante, necessidade que tento apagar. As fugas são longas e não definitivas - e eu não sei o que quero. Será que o não definitivo afecta? Será que é pela fuga me atrasar? Ou porque há quem me prenda ao que tenho? Largar o que tenho porque algo não está bem não é algo que queira fazer.
Estou a escrever coisas que me parecem sem sentido.
"Forças o sorriso, cumprimentas alguém e finges que o resto continua bem." - Digo-me isto todas as manhãs. De facto, digo isto a mim mesma vezes sem conta. E a cada vontade de lágrimas obtenho a resposta automática "Respira fundo, isto acaba já.". Se me conseguir manter à base de frases repetidas roboticamente enquanto não conseguir decidir o que fazer a seguir, não será pior. Se me deixar cair numa rotina sem frases repetidas sem qualquer emoção, o resultado vai ser um conjunto de reacções que não posso prever ou imaginar. Se me deixar cair, espero ser capaz de me "apanhar".
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